Formação: engenheiro – VE 2


 

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Engenheiros: como estudantes se tornam um? O que comem? Como vivem? Onde se escondem? Hoje, no VECast!

 

No VECast de hoje confira como você pode se tornar um engenheiro, como é o curso de engenharia (em termos gerais), quais são as habilitações existentes no Brasil, quais especializações podem ser feitas após o curso, como é o trabalho do engenheiro, onde esse profissional pode atuar, quais são as diferentes carreiras? Isso e muito mais!

Certamente não vamos cobrir absolutamente todos os aspectos da profissão de engenharia, então pode esperar por continuações! E se você tiver mais assuntos que esquecemos de cobrir nesse VECast, mande-nos um e-mail para vecast@vidaestudantil.com, ou comente aqui no roteiro do episódio. Você pode mandar arquivos de voz (com menos de um minuto) sobre o assunto ou ainda nos cobrando sobre novos aspectos. Quem sabe você não participa do próximo VECast?

Chega de papo-furado e vamos lá!

O curso de engenharia

Como toda profissão que exige formação superior, para se tornar engenheiro é necessário se formar em um curso universitário de engenharia (dã!). Os cursos de engenharia, em geral, podem ser divididos em dois estágios: básico, também chamado de ciclo básico, e profissional, também chamado de ciclo profissional.

O ciclo básico é composto de matérias fundamentais e gerais que usualmente são dadas a todas as habilitações de engenharia. Os famosos cálculos e físicas entram nessa categoria. Essa parte do curso tem duração média de dois anos.

O ciclo profissional em geral se inicia no terceiro ano de curso e se estende até o último ano. Nesse período, as disciplinas oferecidas ao aluno são direcionadas para a habilitação escolhida. Por exemplo, um aluno cursando engenharia elétrica começa a ter aulas específicas de eletromagnetismo, máquinas elétricas e sistemas de potência a partir do terceiro ano de curso.

Além disso, no fim do curso, o aluno pode escolher determinadas disciplinas mais específicas, de acordo com a área de atuação desejada no mercado de trabalho. Essa orientação depende muito do aluno e suas aspirações como futuro profissional da área. Existem meios que podem ajudar o aluno a ir orientando sua vida acadêmica, como iniciação científica e estágio.

Estágio e Iniciação científica

 

Estágio obrigatório

O estágio, no curso de engenharia, é uma atividade obrigatória para a formação do profissional. Isso traz uma carga de ansiedade, uma vez que ser contratado, ainda que como estagiário, nem sempre é uma tarefa fácil. Como qualquer vaga de trabalho, para se preencher uma vaga de estágio é preciso passar por um processo seletivo, que difere de empresa para empresa e de estágio para estágio.

Une-se a isso uma dificuldade extra: os estágios são oferecidos com a carga horária de 20 a 30 horas semanais, o que, por dia, descontando finais de semana, representa uma dedicação de 4 a 6 horas diárias. O estudante que, antes de ser estagiário, já não conseguia administrar bem os estudos, possivelmente vai acumular algumas reprovações no boletim. Para evitar esse cenário, o conselho é manter seu foco e fazer do estudo seu estilo de vida desde antes de se entrar na universidade. Assim, mesmo tendo menos tempo para estudar, as chances de reprovação ou perda de rendimento caem drasticamente. E se você quiser mais dicas sobre como fazer seu estudo render mais, ouça o último episódio do VECast em vidaestudantil.com/vecast1.

E qual é a melhor época para o estudante de engenharia procurar um estágio? Essa pergunta é muito complicada, então não vou dar uma resposta fechada, mas vamos analisar um pouco alguns pontos de vista para te ajudar a tomar essa decisão. Dependendo da vaga de estágio, algumas disciplinas podem ser fundamentais para exercer essa função e, quanto mais perto da conclusão o estudante estiver, mais aulas e disciplinas ele terá cursado, tornando-o mais apto para exercer diversas atividades relacionadas ao curso. Por outro lado, quanto mais próximo do fim da faculdade, mais desejoso de terminá-la o estudante estará, além disso, o projeto de fim de curso estará batendo à porta ou já terá entrado na vida do aluno. E, aliado a isso, o tempo não para. Se você começa a procurar um estágio estando já no nono período e não encontrar nenhuma vaga, em breve você estará no décimo período com menos perspectivas de ser aceito em alguma empresa. Mas, procurando por estágio cedo, digamos, próximo do sexto período, você terá mais tempo para procurar o estágio e para se dedicar à empresa que o admitiu, o que é bom para você se aperfeiçoar em sua função, conhecer melhor a empresa e construir um relacionamento forte, o que pode garantir uma efetivação quando se formar.

Então, qual é a melhor época para um estudante procurar por estágio? Bom, depende de você e da vaga que você se candidataria. Se a posição não exigir um conteúdo muito específico, tipicamente administrado no fim da faculdade, concorra à vaga. Caso contrário, talvez seja melhor esperar um pouco para adquirir os conhecimentos necessários para exercer essa função. De qualquer modo, não atrase sua formação fazendo estágio logo e se enrolando com a faculdade! Lembre-se que reprovar uma disciplina nunca é bom, principalmente porque é muito caro! Sim, caro! Pense bem: suponha que você seja aluno de uma universidade pública e, portanto, não paga mensalidade. Se você atrasar sua formação em seis meses, são seis meses a menos da sua vida recebendo salário. Considerando em R$5.000,00 o salário de um engenheiro, atrasando em apenas seis meses sua faculdade, você deixa de receber R$30.000,00 (isso mesmo, trinta mil reais). Isso considerando que você faça faculdade pública. Agora imagine a situação de um estudante em uma universidade particular: além de demorar mais para começar a trabalhar (e a receber) você ainda terá que pagar por mais seis meses de curso. Definitivamente, estágio nenhum vale o preço de atrasar sua formação.

E lembre-se, procure pelas regras da sua universidade relacionada a estágios e jogue dentro das regras. Procure se informar para procurar estágio na época adequada de acordo com o que a sua universidade determina.

 

Iniciação científica

A iniciação científica, como o nome sugere, tem a função de dar um gostinho da carreira acadêmica para o aluno de graduação. Na iniciação científica, o aluno tem a oportunidade de vivenciar a pesquisa científica, seja coletando ou analisando dados, auxiliar o desenvolvimento de novas metodologias ou modelos matemáticos, auxiliar a pesquisa do seu orientador, entre outras atividades possíveis.

Durante o período de iniciação científica, o aluno deve escrever relatórios de progresso e, como conclusão da iniciação científica, o aluno realiza uma apresentação em pôster ou oral para expor os resultados alcançados no processo. Essa apresentação é muito similar às apresentações realizadas em congressos científicos, dando, assim, a oportunidade de conhecer o trabalho de um pesquisador. Em breve teremos um VECast abordando a profissão de pesquisador no Brasil e no mundo.

Estágio não obrigatório

Em algumas instituições é possível realizar estágios não obrigatórios, remunerados ou não. Essas atividades são boas oportunidades para que o estudante aprenda e desenvolva novas técnicas. Além, é claro, de poder colocar diversos conceitos teóricos em prática. Como nas demais atividades, um estágio não obrigatório pode servir de ponte para uma atividade remunerada, podendo ser usado como estágio obrigatório no futuro, além de colocar o estudante em contato com outros alunos e profissionais da área, garantindo assim, um aumento do seu networking.

Projeto de conclusão de curso

O projeto de conclusão de curso, também conhecido como projeto de graduação, trabalho de conclusão de curso, ou simplesmente, projeto final, é um projeto de engenharia que deve ser feito pelo aluno sob a orientação de um professor da instituição, podendo também ser orientado por um engenheiro de fora da instituição onde o estudante está matriculado. O objetivo do projeto final é fazer com que o engenheiro recém formado tenha tido a experiência de desenvolver ao menos um projeto de engenharia de sua área.

Em geral, os alunos começam o projeto de fim de curso no início do nono período e levam de seis meses a um ano para concluir o projeto. Embora o projeto de conclusão de curso pareça uma mera formalidade, apenas mais uma obrigação para a conclusão do curso de engenharia, é muito importante que o estudante leve o projeto a sério. Exatamente pela falta de experiência em empreitadas como essa, é normal que a dificuldade pareça imensa e o fim pareça que nunca vai chegar, mas chega o dia em que todos os resultados são reunidos, todas as simulações são feitas e todos os experimentos concluídos. E aí, terminou? Nada! Falta escrever.

E nesse momento começa outro martírio: a escrita do projeto de graduação. Aqui cabe uma crítica ao nosso sistema de ensino e à falta de motivação dos jovens em almejar serem profissionais completos. Normalmente, é ao chegar no projeto de conclusão de curso que o aluno enfrenta uma barreira que às vezes é quase impenetrável: a língua portuguesa. A maioria dos estudantes não sabe escrever um texto longo mantendo a coerência e coesão, em linguagem formal. Agora, imagine se esses mesmos estudantes tivessem que escrever um texto formal de 90 páginas com equações, teoremas, tabelas, figuras, resultados e conclusões científicas! Aí é que se separam crianças de adultos e os orientadores têm que exercer a função de ensinar também a escrever. Embora essa dificuldade seja em parte causada pelo nosso sistema de ensino deficitário, muitos alunos perdem a oportunidade de aprender a escrever com base nos incontáveis relatórios escritos a que são submetidos durante a graduação.

Aliado a isso, é necessário frisar a importância da revisão bibliográfica na confecção de qualquer relatório ou trabalho escrito. A mentalidade que o ensino superior é só uma continuação do ensino médio é extremamente danosa e mostra suas piores consequências nesse momento. São inúmeros os trabalhos que citam como fonte bibliográfica apenas a wikipédia! Não que a wikipédia não seja uma ferramenta maravilhosa, mas, ao mesmo tempo em que populariza mais o conhecimento, seu conteúdo está em constante mudança, devido ao seu caráter colaborativo. Sejamos sinceros, você daria crédito a um parecer técnico de uma empresa que tivesse sido feito com base na wikipédia? Se você respondeu “não” a essa pergunta, por que um trabalho de ensino superior deveria deve ser diferente? Isso sem falar dos trabalhos-cópia!

E ainda que as fontes do trabalho sejam confiáveis, elas devem ser citadas ao longo do texto, de acordo com regras bem definidas que garantam que o leitor entenda o que está lendo. Uma monografia que não cita nenhuma referência bibliográfica ao longo do texto, mas que possui um capítulo de referências bibliográficas, simplesmente perde o sentido, uma vez que será quase impossível destacar que parte do texto se refere a cada referência. A revisão bibliográfica, embora trabalhosa, é de extrema importância na confecção de qualquer relatório ou monografia e deve ser levada a sério para conferir legitimidade ao que está sendo apresentado. Portanto, não perca a oportunidade de aprender a fazer isso ao longo da graduação para não sofrer em demasia durante a escrita do projeto de fim de curso.

Mas, qual seria o momento de começar o projeto de fim de curso? Eu diria o quanto antes! Conforme você começa a ter noção da área em que sua engenharia atua e nas áreas de interesse de seus professores, comece a procurar por um orientador para o seu projeto. É muito comum ver alunos que nunca terminam suas graduações e que, para terminá-las, basta apenas que terminem seus projetos de fim de curso. Além disso, o fim da graduação é um período puxado e muito estressante. Normalmente, além de cursar disciplinas e estagiar, a preocupação com o futuro profissional é gritante nesse momento. Não seira melhor passar pelo último período de graduação sem nem precisar pensar no projeto de graduação?

Por fim, em relação ao projeto de graduação, lembre-se que todo mundo conhece todo mundo. Um projeto de fim de curso feito de qualquer maneira, pode passar a impressão de preguiça, o que é péssimo para um profissional que ainda nem entrou no mercado de trabalho. Comece a fazer sua reputação desde cedo: trabalhe duro ainda na universidade para ser respeitado como profissional quando sair dela.

Existe vida após a engenharia?

Sim, existe. Não só existe vida, como as opções disponíveis são bastante antagônicas e exigem profissionais com diferentes perfis de atuação. De forma geral, existem dois caminhos possíveis de se traçar para o engenheiro recém-formado: mercado de trabalho ou área acadêmica.

Mercado de trabalho

A maioria opta por seguir o caminho no mercado de trabalho. Para esses, a saída é ser efetivado no estágio, entrar como trainee em uma empresa ou passar em um concurso público. Dessas opções, ser efetivado no estágio parece ser a melhor opção: você já conhece a equipe com quem trabalha, já conhece a empresa, já sabe o que fazer e já tem um networking. Por isso é importante a procura por estágio cedo. Mas e para aqueles que se formam e não estagiavam, ou não são efetivados? A esses restam os processos seletivos de trainee.

Um trainee é um jovem, em geral recém-formado, que passa por um treinamento para ocupar um cargo técnico. Diferente do estagiário, o trainee é um funcionário contratado da empresa que vai ocupar efetivamente um cargo após o período de treinamento. Em geral são recrutados jovens de 22 a 30 anos para processos de trainee que são avaliados em relação a maturidade, qualidade dos trabalhos desenvolvidos, capacidade de relacionamento com outros funcionários, comunicação, flexibilidade, capacidade de analisar e resolver problemas e liderança.

O profissional que optar pelo concurso público poderá concorrer à vaga de engenheiro júnior. Embora o concurso público tenha a fama de ser o santo graal do mercado de trabalho apenas por causa da boa remuneração e estabilidade, muitas carreiras só podem ser seguidas em empresas estatais, cujo ingresso é feito através de concursos.

Empreendedorismo

Uma outra oportunidade para o engenheiro é seguir a trilha do empreendedorismo. E se você ainda for aluno, pode começar já, enquanto estuda engenharia. Normalmente, boa parte dos estudantes de ensino superior não trabalham e moram com os pais. Essa pode ser a época perfeita para você, junto com seus amigos, montar um negócio, já que, ainda que não dê em nada, vocês já não dependiam da empresa para viver. Além do período da universidade e, com alguma experiência, é possível também montar um negócio para atender alguma demanda específica do mercado de engenharia e ser bem sucedido na empreitada. Em breve pretendemos fazer um VECast só sobre empreendedorismo e aí abordaremos mais detalhes sobre esse caminho.

Área acadêmica

Um engenheiro também pode seguir a carreira de pesquisador o que, no Brasil, vai exigir que seja professor universitário, geralmente de uma instituição federal ou estadual. O caminho para essa carreira começa com o mestrado e doutorado. A pós-graduação tem o objetivo de formar um pesquisador e uma produção bibliográfica é exigida do aluno durante esse período. Para saber as diferenças principais entre o mestrado e doutorado e as demais pós-graduações, acesse esse link.

Habilitações

Existem cerca de 20 habilitações de engenharia fornecida pelas instituições de ensino superior no Brasil. Vamos comentar algumas habilitações e dar uma breve descrição do curso ou atividades que o profissional exerce. Essa lista não é exaustiva e não tem o objetivo de ser, nossa intenção é apenas mostrar a maioria dos diversos cursos de engenharia possíveis de se fazer e como o profissional de cada área pode atuar. Vamos às habilitações!

Engenharia…

 

Aeronáutica

Desenvolve projetos para a construção e manutenção de aeronaves. É possível trabalhar tanto com aviões e helicópteros quando com satélites e foguetes. O engenheiro aeronáutico pode ser responsável técnico pela realização de reparos e inspeções de estruturas e equipamentos aéreos. Além disso, esse profissional pode atuar na construção e manutenção da infraestrutura aeronáutica, como aeroportos, gerenciamento de tráfego aéreo.

No Brasil, a principal instituição que forma engenheiros aeronáuticos é o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). O ITA também forma engenheiros de outras habilitações com ênfase em aeronáutica e possui o curso de engenharia aeroespacial.

 Civil

O engenheiro civil projeta, coordena e executa obras de construção e manutenção de casas, prédios, estradas e pontes e está presente em todas as etapas de uma obra, desde a análise do solo até acabamentos. Pode atuar gerenciando equipes de trabalho, supervisionando andamento da obra, acompanhando as finanças, determinando quantidade e tipos de materiais e aferindo sua qualidade. Cabe ao engenheiro civil garantir a estabilidade das construções sob diferentes condições ambientais, como mudanças de temperatura, ventos e até tremores. Pode trabalhar realizando pesquisas para confecção de novos materiais e tecnologias de construção.

O mercado de construção civil geralmente é muito sensível às variações da economia. E esse mercado tem sofrido muito com a recente crise financeira brasileira, o que afeta a oferta de empregos para o engenheiro civil. No entanto, esse quadro muda tão logo a economia volte a crescer.

de Computação

O engenheiro de computação desenvolve computadores, periféricos ou softwares. Desenvolve equipamentos que realizam a “comunicação” entre software e hardware. Atualmente, com a utilização da computação em virtualmente qualquer processo industrial ou de manutenção de equipamentos, esse profissional é muito requisitado desenvolvendo soluções para as mais diversas aplicações.

 de Controle e Automação

O engenheiro de controle e automação desenvolve, opera e realiza manutenção de sistemas de produção automatizados. Esse profissional também projeta e realiza a manutenção de softwares para processos industriais. Além disso, o engenheiro de controle e automação aplica e desenvolve técnicas de controle de plantas industriais, isto é, aplica técnicas em sistemas industriais para que processos se comportem o mais próximo do esperado. Esse profissional pode atuar nas áreas de automação, robótica e controle de processos.

de Materiais

O engenheiro de materiais atua pesquisando novos materiais e novos usos industriais para materiais já existentes. Esse profissional pode trabalhar em todo o processo de fabricação de materiais, garantindo a qualidade desejada. Ainda pode atuar desenvolvendo materiais para aplicações novas e específicas para indústrias como a petroquímica e a siderúrgica.

de Petróleo

O engenheiro de petróleo faz parte de grupos de pesquisa que, aliando diversos conhecimentos em geologia e mineração, procuram por novas jazidas de petróleo e gás natural e como explorá-las. Além disso, pode trabalhar acompanhando o refino e a comercialização dos subprodutos obtidos do petróleo. Pode atuar em empresas petrolíferas, refinarias ou indústrias petroquímicas. É responsabilidade desse profissional zelar pelo meio ambiente, garantindo que suas atividades não sejam excessivamente danosas à natureza.

de Produção

O engenheiro de produção atua em empresas e indústrias gerenciando recursos humanos, financeiros e materiais com o objetivo de aumentar a produtividade e rentabilidade. É sua responsabilidade integrar mão de obra, equipamentos, insumos e energia para melhorar a qualidade e produtividade.

de Sistemas

O engenheiro de sistemas desenvolve sistemas tecnológicos. Esse profissional atua em empresas de alto nível tecnológico, como a de aviação, automobilística, naval, petrolífera, entre outras. Seu papel é o de projetar e realizar a manutenção de sistemas complexos, cujo funcionamento depende de inúmeras variáveis.

de Telecomunicações

O engenheiro de telecomunicações desenvolve e implementa redes de comunicação. Esse profissional também pesquisa e desenvolve novos equipamentos e tecnologias de comunicação com base em seus conhecimentos de elétrica e eletrônica. O engenheiro de telecomunicações pode atuar em empresas prestadoras de serviços de telefonia, internet e televisão, em órgãos reguladores, na indústria eletrônica e em centros de pesquisa.

de Transportes

O engenheiro de transportes é responsável pela manutenção e desenvolvimento de projetos de mobilidade. O profissional pode atuar realizando a manutenção de veículos ou peças de veículos e projetando novos veículos. Além disso, encontra campo também no estudo e implantação de qualquer projeto de mobilidade, como ferrovias, aeroportos, portos ou estradas. Em grandes cidades, pode trabalhar gerindo o tráfego de veículos, projetando e implementando a sinalização viária.

Elétrica

O engenheiro eletricista pode atuar na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Também pode trabalhar projetando instalações elétricas de edifícios e indústrias. O engenheiro eletricista também pode atuar no projeto e implementação de sistemas industriais de automação e controle. O profissional encontra vagas nas concessionárias de energia, nas usinas geradoras, podendo ser termoelétricas, hidrelétricas, nucleares, solares ou eólicas. Atua ainda no desenvolvimento, testes e implementação de novos equipamentos elétricos e de novas tecnologias.

Eletrônica

O engenheiro eletrônico projeta e constrói equipamentos eletrônicos e eletreletrônicos que são utilizados em automação, controle, sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia e eletrônica de consumo, como televisores, rádios e celulares. Esse profissional também pode trabalhar em agências reguladoras, pode desenvolver sistemas embarcados, equipamentos biomédicos ou projetar soluções eletrônicas personalizadas.

Industrial

O engenheiro industrial é responsável por desenvolver e implementar a infraestrutura industrial, como redes de água, gás e energia elétrica, pontes e esteiras rolantes. Esse profissional cuida de todo o processo de fabricação industrial, desde a matéria prima até o controle de qualidade do produto final. Pode ainda atuar analisando custos, coordenando mão de obra e realizando a gestão ambiental.

 

Mecânica

O engenheiro mecânico projeta, desenvolve e supervisiona a produção de máquinas e equipamentos, veículos, sistemas de refrigeração e aquecimento, peças e equipamentos da indústria mecânica. O profissional pode atuar desenvolvendo protótipos e testando a qualidade de produtos mecânicos. Geralmente trabalha ao lado de outros profissionais de engenharia projetando e implementando sistemas de automação, realizando manutenção de aeronaves ou navios, ou desenvolvendo e realizando a manutenção de sistemas de qualquer indústria de grande porte.

Naval

O engenheiro naval projeta e desenvolve embarcações e equipamentos relacionados. Pode atuar projetando estruturas, motores e equipamentos navais. Pode trabalhar no projeto de pequenas embarcações até cargueiros e plataformas petrolíferas. Realiza estudos de resistência de materiais para a indústria naval e testes de performance de equipamentos para as condições ambientais que serão expostos. Pode ainda gerenciar o tráfego de embarcações e serviços de comunicação.

Nuclear

O engenheiro nuclear trabalha principalmente na área de geração de energia nuclear. Pode trabalhar desenvolvendo, produzindo ou realizando a manutenção de reatores nucleares, equipamentos de proteção radiológica para uso na medicina. O profissional pode atuar também com outras aplicações da tecnologia nuclear, visando, por exemplo, a conservação de alimentos ou obras de arte.

 

Química

O engenheiro químico atua principalmente na indústria petrolífera, desenvolvendo novos materiais derivados do petróleo ou supervisionando processos já existentes. Outra grande área de atuação é a cosmética e farmacêutica. O profissional pode atuar desenvolvendo novos produtos químicos, projetando e implementando processos químicos em fábricas ou indústrias, ou cuidando dos rejeitos industriais, desenvolvendo tratamentos que agridam menos o meio ambiente.

Existem ainda mais habilitações que nós não cobrimos aqui, mas que você pode conferir nas universidades perto de você. Se você faz ou quer fazer alguma outra engenharia que nós não citamos, não esqueça de avisar nos comentários e falar um pouco sobre como é o curso.

 

Conclusão

 

A universidade e o profissional de engenharia

Existe um grande debate sobre a importância da universidade para o profissional de engenharia, ou qualquer outro profissional. O que acontece, na prática, é que as universidades públicas brasileiras preparam o profissional para a área acadêmica e pesquisa, enquanto que instituições particulares possuem o foco mais no mercado de trabalho e na parte mais prática da profissão. Particularmente, eu concordo em parte com essa visão, porque acredito que, se você prepara um profissional para o maior desafio que ele possa ter, ele certamente estará apto a desempenhar suas funções e vencer outros desafios. Assim, preparar um aluno de engenharia para a pesquisa acadêmica é dar a esse aluno a habilidade de ser auto-didata e prover técnicas para a solução de problemas que ninguém resolveu, e não somente ensiná-lo a repetir tarefas incansavelmente. Além disso, você pode conferir nossa postagem sobre o ranking das universidades do Brasil em vidaestudantil.com/ranking2015 e ver inclusive quais instituições são mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

Além disso, acho que qualquer profissional é 99% feito por ele mesmo. O que isso significa? Significa que independente da instituição em que você se forme, cabe a você ser um bom profissional. Cabe a você procurar se especializar e procurar novas formas de realizar melhor o seu trabalho e de crescer na sua empresa e profissionalmente.

O engenheiro como profissional completo

O engenheiro, como qualquer profissional, é um ser humano. Assim, suas preocupações e ambições não podem ficar apenas na esfera pessoal. Portanto, um profissional completo é aquele que está atento à sociedade ao seu redor, seus colegas de trabalho, a empresa em que atua e seu crescimento profissional. No âmbito estritamente profissional, o engenheiro deve ser capaz de agir sob pressão e estar sempre estudando para se alinhar com o progresso humano.

Importância da engenharia para a sociedade

Em linhas gerais, a engenharia, assim como outras profissões, é fundamental para a sociedade. Sem ela estamos fadados a estagnar a tecnologia, não termos mais pesquisa e desenvolvimento em uma série de aplicações. Perdemos a habilidade de inovar frente aos desafios da indústria e sociedade de um modo geral. Quando se trata apenas de um país, não formar bons engenheiros, assim como outros profissionais, e não investir em pesquisa e desenvolvimento significa permanecer à mercê da inovação tecnológica, fadando o país a ser um eterno comprador de novas tecnologias e nunca um desenvolvedor, o que, em último caso, provoca uma dependência tecnológica, acabando com toda nossa possibilidade de concorrência em relação a produtos e serviços internacionais.

E esse foi o nosso segundo VECast sobre a formação de engenheiro! Antes de partir, quero lembrar que no VECast número 1 compartilhamos 7 dicas de como fazer seus estudos renderem mais. Quero apenas indicar algo relacionado ao tema: o primeiro episódio da série Truques da mente. Assista ao programa e avalie o preço de não desligar outros estímulos enquanto estudamos (como deixar o smartphone ligado perturbando a cada segundo). Então confira o VECast número 1 em vidaestudantil.com/vecast1 e o primeiro episódio de Truques da mente. Até quarta-feira que vem com  mais um VECast!


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Links citados no programa

VECast episódio 1

Pós-graduação: vale o investimento?

Ranking das universidades 2015

Comentários, dúvidas e sugestões

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Crédito das músicas de fundo

Music by Kevin MacLeod (incompetech.com) licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

 

  • bruno

    Muito bom VECast, como estudante de engenharia posso dizer que é bem pertinente com a realidade do aluno no curso. Vale muito a pena prestar atenção nas dicas, principalmente para quem vai entrar no curso agora. Recomendo =)